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Como precificar um produto ou serviço

Cobrar barato demais é uma das formas mais comuns de quebrar sem perceber. Este é o método das trilhas do Clube do Negócio para chegar a um preço que paga os custos, paga você e ainda faz sentido para o cliente.

3 min de leitura · Atualizado em 22 de outubro de 2026

Preço não é chute nem cópia do concorrente

O preço decide se o negócio sobrevive. Muita gente copia o preço do concorrente sem saber se ele tem os mesmos custos, ou cobra barato por insegurança e trabalha muito para ganhar pouco.

E muita gente só descobre que vende no prejuízo depois de meses. Não por falta de cliente, mas porque esqueceu custos que estavam escondidos. Por isso, o preço começa pelo custo.

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1. Separe os custos fixos dos variáveis

Custos fixos existem mesmo que você não venda nada: aluguel, internet, sistemas, salários, pró-labore, contador.

Custos variáveis crescem a cada venda: material, embalagem, frete, comissão, taxa da maquininha, imposto sobre a venda.

Exemplo: num salão de beleza, a tinta usada em cada coloração é variável; o aluguel do ponto e o sistema de agenda são fixos.

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2. Encontre os custos escondidos

Taxas de cartão e Pix de maquininha

Um pequeno percentual de cada venda.

Impostos

Mesmo no MEI existe a guia mensal (DAS).

Seu próprio tempo

Se o seu pró-labore não está no custo, você trabalha de graça.

Desgaste de equipamentos

O que vai precisar ser trocado (aparelhos, computador, carro).

Perdas e retrabalho

Material que estraga, cliente que pede para refazer.

Custos de vender

Anúncios, deslocamento, amostras.

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3. Calcule o piso (preço pelo custo)

Preço = (custo direto + parte dos custos fixos) ÷ (1 − impostos e taxas − margem desejada)

A "parte dos custos fixos" é o total de custos fixos dividido pela quantidade que você espera vender no mês. Se você espera vender pouco, cada unidade carrega uma parte maior.

Margem não é o mesmo que markup. Margem é quanto do preço vira lucro. Um produto que custa R$ 80, com 20% de margem, sai a R$ 100 (R$ 80 ÷ 0,8), e não a R$ 96. Com R$ 96, a margem seria só 16,7%.

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4. Olhe a concorrência e o valor

O preço certo fica entre o piso e o teto. Quanto mais claro for o valor que você entrega, mais perto do teto você consegue cobrar.

Pelo custo

O piso. Abaixo disso você paga para trabalhar.

Pela concorrência

A referência. Quanto o cliente já está acostumado a pagar.

Pelo valor

O teto. Quanto o resultado vale para o cliente.

Caso prático

Exemplo: A Carol e o estúdio de pilates

Exemplo ilustrativo das trilhas do Clube (a Carol é uma personagem).

A Carol achava que o estúdio custava R$ 8.600 por mês: aluguel R$ 3.000, professoras R$ 5.000, luz e internet R$ 600. Quando listou os custos escondidos (taxa da maquininha, manutenção dos aparelhos e o próprio pró-labore de R$ 4.000), o total real ficou em cerca de R$ 13.500.

Com 60 alunos, cada um precisava pagar pelo menos R$ 225 só para empatar, e R$ 280 com 20% de margem. Ela cobrava R$ 190.

Os estúdios do bairro cobravam entre R$ 220 e R$ 320. E ela tinha um diferencial: turmas pequenas com acompanhamento de fisioterapeuta.

Ela passou para R$ 290, com um plano trimestral com desconto. Perdeu 4 alunos e ganhou fôlego: o estúdio passou a dar lucro já no mês seguinte.

Para ir além

Faça a conta acompanhado

Este artigo resume o módulo "O preço certo" da trilha Dinheiro no Negócio. Dentro do Clube, uma calculadora faz a conta do piso com os seus números, e o seu preço fica guardado no Caderno.

Aqui você não cresce sozinho. Conheça os planos do Clube.

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